“Elabore o seu passado, faça as pazes com ele ou ele seguirá te assombrando”

ELABORE O SEU PASSADO, FAÇA AS PAZES COM ELE OU ELE SEGUIRÁ TE ASSOMBRANDO capa
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Aprendendo a deixar o passado para trás, por Daiane Gava.

Seus pais fizeram o melhor que eles puderam! Com os nossos pais a gente pratica aceitação radical – aceitamos eles como eles são – e eles nos aceitam como nós somos.

Enquanto crianças, não somos culpados por aquilo que fizeram com a gente, mas, enquanto adultos, somos responsáveis por termos de lidar com isso. E, o primeiro passo, é exatamente entrar em contato com as memórias – doces e amargas – da nossa infância. Autoconhecimento é chave para qualquer mudança.

Não, o objetivo não é ruminar, culpar ou desonrar nossos pais, condenando-os por aquilo que fizeram com a gente. Nossos pais deram o melhor que poderiam ter dado para nós. Isso não significa que não devamos colocar um foco de luz para enxergarmos de que forma fomos construídos. Não conseguimos concertar uma rachadura que compromete uma estrutura se não estamos dispostos a encontrar onde ela está.

Quando entendemos o porquê agimos de determinada maneira, por que algumas situações nos ativam tanto, nos libertamos. Sim, as feridas já são nossas, o outro só as cutuca. Se algo dói demais em você, te incomoda demais, desconfie! Provavelmente a dor é sua e a situação só está lhe ativando porque aciona alguma memória desagradável e te faz reagir fortemente como um meio de proteção para não doer ainda mais. Qual a falta que você tem por trás dos fatos que tanto lhe machucam?

Inconscientemente, perpetuamos nossos traumas. Veja só: se você tem um histórico de abandono, de privação emocional – poque seus pais não foram presentes afetivamente, não te fizeram sentir seguro, amado – você provavelmente fica com uma “fita métrica” medindo o tempo todo se seu marido ou esposa está disponível para você. Se ele não corresponder alguma expectativa sua, você sente raiva e xinga. Quando nos sentimos atacamos, invariavelmente nos defendemos e a conexão se perde. Consequentemente, mantemos nossa sensação de privação e abandono. É um ciclo que conseguimos quebrar quando aprendemos a expressar nossa vulnerabilidade ao invés de expressar a raiva por nos sentirmos sozinho. É muito mais efetivo dizer que estamos nos sentido sozinhos e tristes porque o outro não conseguiu estar com a gente, do que brigar porque ele não o fez. Ah, mas como é preciso ser forte para nos permitirmos acessar nossas vulnerabilidades.

Precisamos também ser fortes para saber responsabilizar nossos pais por aquilo que é deles, mas não manter o “corpo para manter o crime.” Isso mesmo: no direito, já existiu essa máxima de que onde não há corpo, não há crime!

Emocionalmente, às vezes, inconscientemente mantemos o corpo para manter o “crime” dos nossos pais ou pessoas importantes que nos causaram traumas. Carregamos o peso e a dor, não nos libertamos e não evoluímos porque estar bem e progredir significaria absolver essas pessoas pelo mal que nos causaram. De fato, aparentemente estaríamos fazendo “justiça” dessa forma! Mas quanto está lhe custando essa justiça? Sua vida vale o preço dessa condenação?

Seu coração não é um sistema penitenciário. Não é sobre libertar um “criminoso”, é sobre libertar-se para viver uma vida que vale a pena ser vivida! Quando nos conhecemos, olhamos para nossas fortalezas e nossas fraquezas, temos a chance de interromper ciclos transgeracionais de padrões de comportamento.


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